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"Se os olhos são as janelas da alma, as palavras são as portas da mente.'' Gauguin Delacroix

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Jess Velvet
''Definir é limitar'', e para não limitar minha definição, digo-vos, amigos mortais, sou apenas uma efígie do que pareço ser. Nada somos. Nem existimos. Mas, será?
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sexta-feira, 26 de junho de 2009


Almost Eighteen

Daqui exatamente uma hora eu completarei dezoito anos de minha efêmera existência carnal, como me sinto? Como me sentia ao completar dezessete no ano passado - igual. Nada mudou senão alguns números em diferentes papéis. Mentira. Muitas coisas mudaram, e a maioria delas são detalhes, mas aposto que são pequeninos aspectos imprescindíveis para me tornar uma pessoa cada vez mais capacitada a sobreviver nesse mundo. Há momentos em que penso no quão sem sentido andam as coisas, bem... Pessoas como eu têm sonhos grandes, não que haja muitas como eu, e não que eu seja melhor por isso, mas... Não é a maioria que se dispõe a observar o mundo através de olhos críticos, de características vulgarmente desvalorizadas, infelizmente são poucos os inconformados. Diante da nação, creio eu que são estes últimos os temerários. Eles nadam de contra a maré, e muitas vezes acabam se afogando na tentativa frustrada de tentar mudar alguma coisa. Mudar e trocar padrões, de alguma forma tentar melhorar a nossa sociedade tão caótica. É muita hipocrisia ficar apenas escrevendo e falando dos problemas que cobrem o mundo, e não tomar nenhum partido para ajudá-lo, por isso eu não vou assumir a responsabilidade de cidadã exemplar ao meu ver, pois não sou. Mas sou tão precária para a sociedade quanto estou sendo para mim. Retomando a linha dos sonhos, eu tenho inúmeras ambições, uma maior que a outra, e tenho certeza que irei realizá-las. O problema é que no momento estou de mãos atadas para o resultado imediato. E isso, bem, isso é deveras frustrante para almas como a minha, que precisam de poesia constante para continuar produzindo, digo, evoluindo nesse meio limitado de alienação e injustiça social. Eu preciso encontrar inspiração nos ornatos mais sórdidos da humanidade (o que é muito doloroso), sem isso não posso ir para frente, sei que ficarei estagnada em um patamar quase depressivo no qual toda a produtividade é nula. Não quero isso, definitivamente, não quero e ninguém deveria se conformar com coisas assim. Por isso que, completando a ''maior idade'' eu adentro o meu ano com a promessa (sem prazos, sem culpas) de continuar agindo e não me adaptar com as arbitrariedades daquela coisa que nomeiam de destino. Espero que dezoito seja melhor que dezessete, e que tudo posso ficar cada vez mais próspero, para que todos os meus sonhos deixem de apenas existir na imaginação e passem a fazer parte do meu mundo real. Assim, com certeza, o lugar que chamo Terra será digno de ter a aclamada salvação.


Postado por Jess Velvet às 19:53

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